“Eles tiveram acesso ao que há de mais atualizado em termos de atendimento pré-hospitalar. A educação continuada é fundamental nessa área, visto que os conhecimentos passam por constantes atualizações, visando a aplicação de técnicas cada vez mais eficientes. São as ações realizadas pelo primeiro atendimento que são decisivas para a evolução do quadro da vítima, na medida em que o socorrista identifica e corrige situações que colocam em risco a vida. A corporação se entende no contexto das urgências e emergências a partir do momento que ela capacita os profissionais de acordo com a legislação que regulamenta esse serviço, Esse curso vem fortalecer o que preconiza a legislação”, afirmou a subtenente Perla Vieira, enfermeira e instrutora do curso.
O curso contou com a participação de 22 bombeiros e 50 horas de aula, entre teóricas e práticas. Foram abordados no curso temas como “Avaliação primária e secundária”, “Imobilização de membros”, “Emergências clínicas”, “Atendimento ao parto iminente”, “Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho” (popularmente conhecido como engasgo), “Atendimento a paciente de Parada cardiorrespiratória (PCR) adulto e pediátrico”, entre outros.
“Para nós instrutores e monitores, o resultado foi muito positivo. Foi uma semana intensa, com aulas manhã e tarde, mas a cada instrução foi possível ver no rosto dos alunos o interesse, a sede de conhecimento. Com isso não tenho dúvidas de que vamos ver o reflexo no atendimento à sociedade. O objetivo foi alcançado, de passar a base do atendimento pré-hospitalar, com informações atualizadas para que os bombeiros estejam preparados para desempenhar o seu papel no contexto das urgências e emergências”, explicou a soldado Manuella Pimentel, também enfermeira e instrutora do curso.
O soldado Davidson Araújo, guarda-vidas da corporação, falou sobre a importância do curso. “A atuação do guarda-vidas é fundamental não só no resgate da vítima do meio aquático, mas a realização dos primeiros socorros também é determinante para salvar vidas. Vale destacar que o guarda-vidas não atua apenas em ocorrências de afogamento. No cotidiano das praias e áreas de banho, também atendemos traumas e outras intercorrências clínicas. Esse nivelamento é essencial para reforçar conhecimentos e preparar o profissional para decisões rápidas e adequadas, influenciando diretamente no desfecho do atendimento e na preservação da vida”.
Já a soldado Kelly Gardênia havia participado do primeiro curso e fez questão de ser voluntária para ser multiplicadora no quartel de Itabaiana. “Decidi participar novamente porque acredito que esse conhecimento precisa sempre ser reforçado e atualizado. As ações do suporte básico de vida fazem muita diferença na vida das pessoas e senti essa diferença já no primeiro curso. Voltar foi uma forma de continuar me preparando para prestar um atendimento cada vez melhor para a sociedade sergipana”, concluiu a bombeira.
Fonte: CBMSE



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