A ação foi possível graças à colaboração de servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e especialistas da Freeland Brasil, que ajudaram a identificar o material encontrado como bexiga natatória desidratada – parte do corpo do animal responsável pelo controle de flutuabilidade – e outras partes de tubarão, tudo em caixas de isopor sem refrigeração adequada. O material não possuía selo de inspeção sanitária, tampouco documentação fiscal ou autorização ambiental de transporte.
Questionado sobre a mercadoria, o condutor apresentou versões contraditórias à equipe policial. Ainda segundo o motorista, ele teria pego a carga em São Paulo e levaria para o Maranhão. A ausência de comprovação de origem e a falta de condições sanitárias adequadas no transporte indicam, em tese, crimes descritos no Art. 34 da Lei de Crimes Ambientais e Art. 272 do Código Penal. O suspeito, a caminhonete – que estava com o licenciamento vencido – e todo o material foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Sergipe.
A ocorrência é semelhante a outra registrada em junho deste ano, em Cristinápolis, quando a PRF e o Ibama apreenderam mais de 1,6 tonelada de barbatanas de tubarão e bexigas natatórias, também transportadas irregularmente.
Fonte: PRF/SE




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