quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MPF QUER FIM DA ASPRA/BA E MULTA MILIONÁRIA PARA PRISCO.


O Ministério Publico Federal na Bahia (MPF-BA) ajuizou na Justiça uma ação contra a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra), seu diretor coordenador-geral, Marco Prisco Machado, e outros dois ex-diretores. Segundo o órgão, a entidade de classe tem caráter paramilitar e, além disso, causou um prejuízo de R$ 15,8 milhões ao Estado que deve ser ressarcido pelos envolvidos.

Segundo o MPF, a Aspra “a pretexto de defender os interesses de seus associados, constitui-se verdadeira entidade sindical de militares” ao deflagrar greve geral dos servidores da PM e Bombeiros na Bahia, em janeiro de 2012, resultando na ameaça à segurança pública de todo o estado. Segundo a ação, a Aspra, por meio de seus associados, patrocinou inúmeros atos de vandalismo cometidos durante a greve, como depredação e incêndio a veículos da rede de transporte público municipal e a viaturas. 

O estado de insegurança incrementado pelos associados resultou no deslocamento das forças armadas para a Bahia, com um efetivo de 49 militares da aeronáutica e mais de 4 mil militares do exército. A operação custou cerca de R$ 15,8 milhões, em valores atualizados, montante que o MPF quer ver devolvido aos cofres públicos. As denúncias têm como base documento apresentado pelo secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa.

Para o MPF, a Aspra e Prisco usaram o estado de insegurança para um interesse privado - aprovação da PEC 300 e para o aumento do piso salarial – com possíveis articulações fora do estado. As ações incluíram ocupação da Assembleia Legislativa da Bahia, tomadas de ônibus para bloquear vias importantes da capital e danificação de viaturas oficiais. Desta maneira, os argumentos seriam o suficiente para a Justiça proclamar o fim da Aspra.

Contatado pelo Bocão News, Prisco disse não saber do fato mas atestou que, mais uma vez, há represálias oficiais ao seu nome e da sua associação, o que classificou como “perseguição política”. “Onde já se viu uma entidade de classe ser perseguida desta maneira. Se vai pedir a dissolução da entidade, por que o MPF não pediu a dissolução do PT? [O mensalão) já está provado, os responsáveis foram condenados”. Segundo ele, nenhum envolvido no caso recebeu qualquer notificação da ação e que isto se caracteriza como outra ação repressiva.

Fonte: Bocão News

EX-VEREADOR CHAMA PMs DE "LIXO" E "MACACOS".

E no Brasil, as “autoridades” e “semiautoridades” costumam lidar com a polícia como capacha de seus interesses, descartando-a tão logo entenda que há alguma afronta a seus brios. No vídeo abaixo um ex-vereador de Bauru-SP, ofendeu policiais militares após ser detido:
 

Fonte:  Abordagem Policial

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AMESE OFICIA COMANDANTE DA PM SOLICITANDO A CAUTELA INDIVIDUAL DE CAPACETE PARA CADA POLICIAL MILITAR QUE TRABALHAR DURANTE O PRÉ-CAJU 2014.

Na manhã desta terça-feira, dia 07, a AMESE, através do seu presidente Sargento Vieira, oficiou o Comandante da PMSE, Cel. Iunes, solicitando que fosse concedida a cautela individual de capacete para cada policial militar que for trabalhar durante o Pré-Caju 2014.

O pleito feito pela AMESE tem por objetivo preservar a saúde dos policiais militares, evitando-se a transmissão de possíveis doenças, principalmente as relativas ao couro cabeludo.

Vejam abaixo o ofício encaminhado pela AMESE ao Comando da PMSE:

"NÃO VAI TER COPA".


"NÃO VAI TER COPA" é o mote de protestos marcados para o dia 25 de janeiro, em todas as capitais, ou pelo menos nas "capitais da Copa". Seria um ensaio da reestreia dos protestos, iniciativa de alguns daqueles grupos que desencadearam as manifestações de 2013.

Como tais grupos são desarticulados e dispersos, é difícil saber o que articulam. Muito menos é possível saber se vai haver repeteco da articulação esdrúxula, acidental e mesmo indesejada entre pequenos grupos de esquerda e massas indignadas mas apolíticas, o grosso de quem foi às ruas.

A Copa é, óbvio, um prato cheio de desperdício, politicagem autoritária, incompetência e outros acintes. A depender do gosto do freguês manifestante, não vai ser difícil contrastar essa despesa perdulária e arbitrária com algum motivo de revolta com a selvageria social e a inércia política brasileiras.

Vai colar? O 25 de janeiro pode ser um fiasco, ao menos em termos midiáticos, pois os ponta de lança da onda inicial de junho, os estudantes, ainda estarão de férias. Mas não convém especular com hipóteses fáceis.

Junho de 2013 não apenas começou como se desenvolveu e terminou de modo imprevisto, com ondas de choque se espraiando em direções diversas, um miniBig Bang político-social.

Houve os notórios, midiáticos e então subitamente submersos Black Blocs, mas muito mais. Houve revoltas contra a violência polícial em bairros paulistanos de "classe média baixa", um dia bastiões de voto conservador. Houve séries de protestos de associações de gente deserdada da periferia, a bloquear estradas e avenidas nos fundões da cidade. Não há como saber se mesmo um 25 de janeiro fraco vai reanimar brasas dormidas ou revelar novas organizações.

Pode haver fastio: muita gente pode ter se desencantado com a inconsequência prática dos protestos; de resto, revolução permanente não é o estado habitual de gente alguma, exceto em cataclismos históricos raros, seculares. A tentativa de repeteco de 2013 pode, assim, não colar.

Pode haver oportunismos: as manifestações fizeram estrago sério no prestígio de governos. O tumulto nas ruas pode ser obviamente um instrumento para avariar, ao menos, o prestígio de quem quer que esteja no poder, mas de petistas em especial. Repetir 2013 pode ser arma eleitoral.

O leitor, que é perspicaz, pode refutar tudo isso com um "especulativo, protesto", como se diz em filme de tribunal americano. Mas há de concordar que são demasiadamente ricas para não serem exploradas as oportunidades políticas e politiqueiras de um ano de Copa com eleição e eventual tumulto de rua transmitido pelo mundo inteiro.

Enfim, o caldo socioeconômico pode estar mais azedo e contribuir para os protestos; ou os protestos podem azedar o caldo.

A tendência básica do ano é de tudo crescendo mais devagar ou na mesma: renda, emprego, consumo, inflação. Há riscos de tumultos no câmbio, de o Congresso aprovar coisas como renegociação de dívidas de Estados e municípios ou de o Supremo dar uma tunda nos bancos no caso dos reajustes das poupanças dos planos econômicos velhos. Tudo isso intoxicaria o ambiente econômico e, assim, ânimos políticos, ao menos entre as elites.

Fonte:  Folha de São Paulo

SOLDADO DA PM MORRE APÓS PROVA FÍSICA DO CONCURSO DA POLÍCIA CIVIL.


Segundo a Secretaria de Saúde, o militar foi internado no HBDF, com problemas cardíacos
Um soldado da Polícia Militar morreu na noite de domingo (5/1), depois de participar da prova física do concurso para escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). De acordo com a Divisão de Comunicação da Polícia Civil, Rafael Victor de Araújo, 30 anos, deu entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), por volta das 17h de ontem, em estado grave.

O exame de aptidão foi realizado na pista de atletismo do Colégio Elefante Branco, na Asa Sul. Segundo a Secretaria de Saúde, ele recebeu atendimento no local do teste e foi levado para o HBDF, onde morreu em decorrência de problemas cardíacos.

Teste de capacidade

A fase da prova física no concurso da PC tem caráter eliminatório e compreende teste dinâmico de barra (para homens), teste estático de barra (para mulheres), teste de flexão abdominal, teste de meio-sugado, e corrida de doze minutos.

De acordo com o edital de abertura da seleção, o candidato deve comparecer à prova de capacidade física com documento de identidade original e atestado médico (original ou cópia autenticada em cartório), em que deverá constar, expressamente, que o candidato está apto a realizar o teste.

O documento deve ter data, assinatura, carimbo e CRM do profissional, emitido nos 30 (trinta) dias anteriores à realização da prova. Os candidatos sem atestado são eliminados do concurso, ainda segundo o edital.

EVASÃO DE POLICIAIS MILITARES - PMDF.

O último concurso da PMDF foi realizado em 2009 e eram previstas 750 vagas, como o certame se alongou diante a celeuma da exigência de nível superior e graças ao cenário político da época foram chamados mais 750 candidatos.

Os cursos CFP I e II já iniciaram com cerca de 1.350 policiais, ou seja, antes da nomeação 150 candidatos já optaram por outras carreiras ou desistiram de prosseguir na Corporação como praças policiais militares.

Segundo o Almanaque hoje existem 1213 Policiais do último concurso após três anos da formação, sendo que 21 do CFP I e II acabaram de concluir o CFO e outros 37 estão na APMB, assim temos 1.155 Policiais exercendo as funções de praça após 3 anos dos 1500 previstos.

Mas não paramos por aí, feito um levantamento nas redes sociais, constamos que aproximadamente 200 policiais que concluíram CFP I e II foram aprovados nos recentes concursos PRF, PCDF, PF e DETRAN entre outros, obviamente é um número aproximado que foi levantado através de enquete com representantes dos pelotões, entretanto podemos concluir que após 4 anos da última nomeação da PMDF para carreira de Praça teremos apenas 955 policiais do CFP I e CFP II dos 1500 que estavam previstos em 2010. Alguém poderia citar algum órgão do serviço público do GDF que possui evasão semelhante?

Alguém pode me explicar como 36,33% dos profissionais desistiram de continuar nessa carreira em tão pouco tempo? Os dados ficam mais alarmantes se calcularmos quantos do CFP I e CFP II que estão exercendo funções administrativas.

Na PMDF, sem desmerecer a atividade meio, ser "operacional" é um fardo muito pesado, implica em, às vezes, poder responder procedimentos administrativos/criminais, uma dedicação maior e pouco reconhecimento, portanto, torna-se cômodo fica "escondidinho" numa seção. Sem contar, que o jovem policial quando se depara com uma instituição em que ele entrou como Soldado e sequer sabe onde vai chegar, cria naturalmente a busca por outra instituição onde a regra seja clara e não mera esperança. Até mesmo dentro da PMDF a carreira de oficiais não é clara, mas, sempre dão o seu "jeitinho" via de regra nunca vi um oficial aposentar como Tenente ou Capitão. Pesa também contra o fato de hoje sermos a categoria de nível superior do GDF com a pior remuneração em relação ao tempo de serviço.

Nestes termos, fica latente a necessidade urgente de uma política institucional de valorização da atividade fim, criação de uma carreira para atividades administrativas, uma carreira com regras claras e critérios objetivos, onde o policial entre hoje a saiba exatamente que Posto ou Gradução ele irá alcançar no final dos seus 30 anos de serviço, elevação do patamar salarial aos níveis dos outros servidores com a mesma qualificação.

Voltamos aqui a tocar em uma tecla que temos repetido nesses últimos meses, não serão as redes sociais que resolverão esse problema, tampouco um turbilhão de associações, nem mesmo o Comando por mais que se esforce conseguirá implementar as soluções para o problema da carreira dos praças, aliás existem pessoas que nem mesmo acha que a carreira dos praças é um problema, afinal tudo está como sempre foi, quem nunca ouviu declarações, do tipo “ora o que eles(Praças) estão reclamando?, a Academia não possui limite de idade para PM, milhares foram promovidos, existem vagas para QOPMA, etc…” , enfim argumentos simplórios para problemas complexos.

A história está ensinando as praças Policiais Militares que somente se organizando em torno de uma única entidade de classe representativa da categoria, com estatuto construído em conjunto, que garanta democracia, transparência e participação e principalmente tenha recursos para veicular positivamente nossa Instituição e possa se organizar nas campanhas políticas podem alcançar vitórias substanciais, mas podemos fechar os olhos para a história e aguardar as benesses dos políticos que elegemos ou do Comando que embora tenha profissionais que se empenhe para adotar soluções com base no conhecimento técnico, esbarram no poder político e suas práticas nefastas. Fechemos os olhos, então, e para cada pequeno salto e vitória que conseguirmos veremos os outros profissionais do serviço público que se organizaram alçar grande voos.

Ziegler – Colaborador NCP
Halk

Fonte:  rededemocraticapmbm.com.br

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

PENSE NUNS COLETES "COLETIVOS" HIGIÊNICOS! ATÉ OS URUBUS SENTEM O "CHEIRO".

A AMESE OFICIA COMANDANTE GERAL DA PM SOLICITANDO A SUBSTITUIÇÃO DO LANCHE FORNECIDO DURANTE O PRÉ-CAJU, POR CRÉDITOS EM ALIMENTAÇÃO NO GREEN CARD.

A AMESE, através do seu presidente Sargento Vieira, oficiou nesta segunda-feira, dia 06, o Comandante da PMSE, Cel. Maurício Iunes, solicitando a substituição do lanche tradicionalmente fornecido aos policiais militares durante o Pré-Caju, por créditos em alimentação no cartão GREE CARD, pois é o anseio da grande maioria da tropa que tem procurado a associação para sugerir tal substituição.

Confiram o conteúdo do ofício encaminhado ao Comandante da PM, abaixo:

AMESE OFICIA COMANDANTE DA PMSE SOLICITANDO A CONTINUIDADE DAS CONFECÇÕES DAS NOVAS IDENTIDADES FUNCIONAIS DOS POLICIAIS MILITARES.

Nesta segunda-feira, 06, a AMESE, através do seu presidente Sargento Vieira, oficiou o Comandante da PMSE, Cel. Iunes, solicitando que fosse dada continuidade às confecções das novas identidades funcionais dos policiais militares, visto que, não se está observando mais no BGO, novas confecções deste importante documento.

Tal solicitação se deveu, face diversos policiais militares, principalmente cabos e soldados, procurarem a AMESE, preocupados por não estarem portando ainda a nova identidade funcional, que é muito mais difícil de ser falsificada.

Vejam o teor do ofício encaminhado ao Comando da PM:

AMESE OFICIA COMANDANTE DA PMSE SOLICITANDO A CONCESSÃO DE CRÉDITOS NO GREEN CARD MATRICULADOS NOS CURSOS DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO E "CRACK: É POSSÍVEL VENDER".

A AMESE, através do seu presidente Sargento Vieira, oficiou nesta segunda-feira, dia 06, o Comandante Geral da PMSE, Cel. Maurício Iunes, solicitando a concessão de créditos no GREEN CARD, para que os alunos matriculados nos cursos de infração de trânsito e "crack: é possível vencer", possam realizar seus almoços, visto que tais alunos permanecem à disposição do CFAP durante um tempo considerável, todos os dias.

Confiram abaixo o teor do ofício protocolado:

QUAL O VALOR DAS AÇÕES/PRISÕES FEITAS PELA FORÇA NACIONAL?


Qual o valor das prisões feitas pela Força Nacional? Segundo a Constituição Brasileira, essa força policial sequer existe; juridicamente falando. O artigo 144 da Constituição Federal reza: A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

 I -   Polícia Federal;
 II -  Polícia Rodoviária Federal;
 III - Polícia Ferroviária Federal;
 IV - Polícias Civis;
 V -  Polícias Militares e Bombeiros Militares.

Aonde está a "Força Nacional"? Ainda que policiais e bombeiros militares estaduais façam prisões baseados nos estatutos das respectivas instituições as quais lhes cederam para o governo federal; a pergunta que não quer calar, qual o valor das ações, digo em termos institucionais, essa tropa tem? Qual o embasamento legal? Clique e leia a Lei n° 11.473

Diante da notícia de que haverão cerca de dez mil militares que irão trabalhar nos jogos da Copa 2014 e conter as eventuais manifestações (Clique e leia no G1 a notícia), é interessante fazer esse questionamento.


Fonte:  Blog do Anastácio

domingo, 5 de janeiro de 2014

ESPECIALISTA APONTA INCAPACIDADE DO PAÍS EM LIDAR COM A QUESTÃO CARCERÁRIA.

A crise prisional no Maranhão é emblemática e evidencia a incapacidade do Estado brasileiro, em todas as suas instâncias e Poderes, para lidar com a questão carcerária, avalia o sociólogo Renato Sérgio Lima, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para ele, é fundamental e urgente haver uma reformulação da política de segurança pública no país, com efetiva articulação entre a União e os estados, a garantia de condições mínimas de sobrevivência para os presos enquanto cumprem a pena privativa de liberdade e a implementação de punições alternativas às prisões.

No maior complexo penitenciário maranhense, o de Pedrinhas, em São Luís, foram registradas duas mortes somente este ano, além da fuga de um detento. Os mortos foram Josivaldo Pinheiro Lindoso, de 35 anos, encontrado em uma cela de triagem com sinais de estrangulamento, e Sildener Pinheiro Martins, de 19 anos, que foi vítima de golpes de chuço (paus que têm uma ponta de ferro aguda semelhante a uma lança e podem ser fabricados pelos próprios detentos com objetos pontiagudos) durante briga de integrantes de uma facção criminosa.

No ano passado, 60 pessoas morreram no interior do presídio, incluindo três decaptações, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) O documento aponta uma série de irregularidades e violações de direitos humanos no local, como superlotação de celas, forte atuação de facções criminosas cuja marca é a "extrema violência" e abuso sexual praticado contra companheiras dos presos sem posto de comando nos pavilhões. Atualmente, 2.196 detentos estão presos no complexo penitenciário, que tem capacidade para 1.770 pessoas.

"Não adianta continuar do mesmo jeito, em que o Brasil é o terceiro ou quarto país que mais aprisiona no mundo sem que isso resolva o problema. Segurança pública não é só direito penal, em que se prende mas não são oferecidas condições mínimas de sobrevivência e convívio pacífico dentro dos presídios, sem que isso signifique defender luxo ou benefícios descabidos aos presos. E não adianta achar, como muita gente diz, que é melhor deixar para lá situações como as que vêm ocorrendo no Maranhão porque, afinal, são bandidos matando bandidos. Na verdade, são cidadãos morrendo que, na prática, vão ajudar a manter o sentimento de medo e insegurança em todo o Brasil, trazendo prejuízos a toda a sociedade", disse ele à Agência Brasil.

O especialista em segurança pública defende que a implementação de uma política eficiente nesta área precisa incluir a modernização dos presídios, que devem contar com unidades menores, capazes de garantir a separação dos presos de acordo com o tipo de delito cometido, o grau de violência verificado e a periculosidade que oferecem. "Sem isso, dificilmente vamos vencer essa batalha", ressaltou. Ele defende que presídios como o de Pedrinhas sejam interditados e passem por uma ampla reforma, que obedeça conceitos mais modernos de construção.

"O que vemos hoje, a exemplo de Pedrinhas, é que vários presos estão amontoados em uma mesma cela, sem qualquer critério de agrupamento. Além disso, os guardas não têm acesso às galerias dominadas pelos próprios presos. É uma lógica muito contraproducente, porque a atuação do Estado se iguala à dos bandidos e as prisões funcionam mais como escolas do crime do que qualquer outra coisa, permitindo que essas mesmas pessoas, que hoje estão presas, retornem à sociedade e provoquem mais medo e insegurança", enfatizou.

Ele acredita que o reforço da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança em Pedrinhas não resolvem o problema, apenas funcionam como "curativo em uma ferida aberta". Há cerca de uma semana, diante da crise prisional no estado, que veio à tona em outubro, após uma rebelião no complexo penitenciário, 60 policiais militares foram destacados para intensificar a segurança no local e devem permanecer por tempo indeterminado. Homens da Força Nacional de Segurança também estão em Pedrinhas.

Renato Sérgio Lima disse, ainda, que é preciso haver maior celeridade no julgamento dos detentos, para evitar a permanência prolongada e desnecessária de presos provisórios. Segundo ele, que citou dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública - publicação feita em conjunto com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) - no Brasil cerca de 40% dos presos estão nessa condição. No Maranhão, o índice é superior a 50%. "Com isso, a pessoa acaba presa por um tempo prolongado sem nem termos a certeza se ela é culpada. Enquanto isso, pode estar convivendo com outros presos de maior periculosidade, agravando o problema", disse.

Fonte:  Agência Brasil

ARTIGO DE UM SARGENTO POLICIAL MILITAR: NÃO QUEREMOS SER OFICIAIS.

Foto: André Gustavo Stumpf

Nesta semana algumas propostas de reestruturação surgiram e foram devidamente publicadas em vários blogs policiais do Distrito Federal. Várias teorias surgiram, entre elas, a de que as propostas seriam apenas uma tentativa de salvação de mandatos eletivos de políticos que nada fizeram por nossa categoria profissional, POLICIAL MILITAR.

Após o surgimento destas propostas também surgiu uma suposta "carta resposta" da Associação dos Oficiais repudiando a tal proposta de reestruturação, repudiando a entrada única de policiais, sugerindo o curso de direito como pré-requisito para se tornar oficial da Policia Militar.

Acredito, entretanto, que Direito não seja o curso mais indicado para nossos gestores. Administração sim, seria o curso mais adequado para policiais que precisam gerir pessoas, verba e equipamentos. Direito poderia vir em segundo plano, poderia ser exigido para quem trabalha nas ruas, que precisam saber o que fazer com criminosos, mas não é esse o ponto principal desta postagem.

Porque me tornar oficial de policia? Porque deixaria de ser um técnico, um executor? Não existe nada de pejorativo em prender marginais, não é uma função pior do que qualquer outra, pelo contrário é algo diferente, apaixonante, que utiliza conhecimentos técnicos, legais, físicos e táticos. Não é algo para qualquer um, tem que gostar, tem que saber fazer (ou pelo menos tentar). E quando já estamos ficando melhores, mais experientes nos jogam em uma função de pseudo oficial (oficial administrativo). Um oficial que não pode agir plenamente como oficial, por exemplo não pode comandar uma companhia de um Batalhão, ficando na maioria das vezes relegado a um posto de logística/ reserva de armamento.

Achamos que somos únicos mas todas as profissões tem gestores e executores. Uma das mais nobres profissões, a de médico, que possui diretores de hospitais, burocratas que tem que desenrolar-se logisticamente para administrar salários, custos, estruturas, demandas e temos médicos que tem seus plantões, fazem atendimentos emergenciais (GTOPs, ROTAM, PATAMO), consultas (RPs), cirurgias (BOPE). Você não vê médicos se matando para se tornar diretor de hospital, é claro que alguns querem, aqueles que não são vocacionados para a medicina, mas não há esse desespero de todos se tornarem gestores, temos médicos de 30 anos de profissão que amam o que fazem e seria um desserviço retirá-los do atendimento, assim como existem médicos de 30 anos de idade que já dirigem hospitais e o fazem com grande competência. A grande diferença entre estes médicos e nós policiais é que médicos ganham bem o suficiente para não ficarem loucos para se tornarem gestores, e nós policiais militares queremos ser oficiais não pela função em si, mas pelo que ela remunera.

Quero ser um executor que tenha cursos a minha disposição, estandes para treinar, viaturas em condições e alojamentos idem, e para isso necessito da atividade meio e de gestores que estejam correndo atrás. Uma boa linha de frente, motivada, bem paga e equipada combate a criminalidade motivada e os louros dessa boa atuação refletem não apenas no combatente, mas em todos. Todos estão felizes com nossa idiotice de ficar brigando entre si. Outras corporações, o governo local, deputados, todos ficam rindo da nossa cara, achando bom esse nosso patético teatro. Eles sabem que se fossemos unidos e organizados seriamos a menina dos olhos da segurança pública, a meninas dos olhos dos governadores e principalmente da sociedade que validaria qualquer tentativa de aumento de salários de nossa tropa.

Não quero ser oficial nem salário de oficial, quero um salário digno e pronto. Continuar procurando marginais, foi para isso que me inscrevi no concurso de soldado policial militar, não foi para um dia sair major ou tenente coronel. Não tenho essa ambição, pelo contrario a cada dia que mais próximo fico da carreira de oficial Administrativo mais triste fico.

Porque não posso passar 30 anos sendo praça, correndo atrás de vagabundo, me divertindo no serviço operacional, é isso que quero, o que anseio, mas quero passar trinta anos praça ganhando bem, só isso. Um praça não tem que ganhar mal para um oficial ganhar bem, podem os dois ganharem bem e com isso todos ganham. Não tenho que me tornar oficial administrativo para ganhar bem. Que praças e oficiais entrem em acordo, pois uma policia fraca como estamos ficando não trás lucro para ninguém, oficiais ou praças.

Não quero desmerecer a função de oficial de policia, temos grandes oficiais policiais militares, e que exercem com maestria sua função, a de gestores, mas sou praça, adoro o que faço e não vejo nada de errado em continuar sendo um combatente. Desde que receba bem para isso!

Fonte: Caserna PapaMike

sábado, 4 de janeiro de 2014

COM MEDO DE PROTESTO NA COPA DO MUNDO, INCLUSIVE DE POLICIAIS MILITARES QUE AMEAÇAM PARAR NA DATA DO EVENTO, DILMA MANDA CRIAR UM BATALHÃO DE CHOQUE COM DEZ MIL HOMENS PARA SUFOCAR POSSÍVEIS MANIFESTAÇÕES!


Dez mil policiais vão apoiar ações táticas nas cidades-sede da Copa do Mundo

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (3) que formará uma tropa de choque de dez mil policiais para apoiar ações táticas nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 para conter protestos violentos durante o evento.

O grupo, formado de PMs que integram a Força Nacional de Segurança Pública e passaram por treinamentos desde 2011, terá o aperfeiçoamento intensificado ainda neste primeiro trimestre.

Uma lei sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou em 2007 o grupo que é composto atualmente por PMs, policiais civis, bombeiros e peritos, todos voluntários que resolveram passar por treinamento diferenciado antes de serem enviados para missões excepcionais e de caráter temporário.

O número de policiais treinados pela Força Nacional para controle de protestos é representativo quando se compara o efetivo das tropas de Choque dos Estados: a maioria possui apenas um batalhão, contando com entre 100 e 200 homens com esta qualificação.

Fonte: O Tempo

SEM SEGURANÇA, EQUIPE DA TV APERIPÊ É ASSALTADA AO LADO DO SABINO RIBEIRO.


A onda de violência no estado de Sergipe tem chamado a atenção de especialistas em segurança pública. Com o baixo efetivo policial, os bandidos agem em plena luz do dia sem medo de serem abordados.

A ousadia dos marginais está cada vez maior. Recentemente invadiram delegacias, assaltaram policiais e agora a vitima foi uma equipe de jornalistas da TV Aperipê. As primeiras informações são de que a equipe da TV se encontrava no Estádio Sabino Ribeiro, onde acompanhava um treino do Confiança, quando foram abordada pelos elementos.

Até o momento, o que se sabe é que nenhum equipamento da TV foi levado pelos marginais. Eles levaram apenas os aparelhos de telefones móvel dos profissionais.

Fonte:  Faxaju (Munir Darrage)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR JÁ.



Fonte:  Blog do Anastácio

OS DESAFIOS PARA A POLÍCIA DO BRASIL EM 2014.


Fonte:  Abordagem Policial

PRESSÃO SOBRE POLICIAIS CRESCE, NA ARGENTINA E NO CONTINENTE.

Por que não permitir que policiais tenham seus direitos trabalhistas reconhecidos?

Um rastro de protestos de policiais em 20 entre 23 províncias deixou governantes e cidadãos argentinos em alerta recentemente. Ainda não se dissipara a recordação de três outros aquartelamentos durante este ano e do conflito intenso protagonizado pela gendarmaria em 2012. 

Essa recorrência traz à tona um dos paradoxos das democracias na América Latina. A escalada da insegurança fez aumentarem o peso e as dimensões das instituições policiais na região. Além disso, cresceu a pressão pública por mais eficiência e profissionalismo policial, com respeito absoluto pelos direitos humanos dos cidadãos. 

Enquanto isso, continuam a ser negados direitos como o da sindicalização, sem que existam mecanismos que garantam condições de bem-estar e remuneração. 

O Brasil acumula cerca de 160 protestos policiais nos últimos dez anos. Países como Honduras e Equador sofreram protestos policiais que derivaram em conspirações contra o Estado de Direito. 

A situação contrasta nitidamente com a da América do Norte e da União Europeia, cujas polícias têm o direito de sindicalização sem greves e costumam manifestar-se publicamente. Em nossa região, apenas o Uruguai tem sindicato policial reconhecido. 

A pergunta é: por que não permitir que policiais tenham seus direitos trabalhistas reconhecidos? Nós, que há muitos anos realizamos trabalho de campo etnográfico entre policiais, sabemos que o argumento contrário à concessão de tais direitos vem da negação da condição de trabalhador aos policiais, justificada por uma essência do "ser policial", que seria alheia à dignidade do "trabalho". 

Essa visão costuma rejeitar a pergunta de como as lógicas sociais, políticas e jurídicas os atravessam e recusar a questão de como clivagens geracionais, de gênero e de classe são alguns dos princípios que regulam as tarefas que cabem à polícia. 

Hoje, temos instituições policiais com alta proporção de jovens socializados numa era de expansão dos direitos dos cidadãos e protestos por sua ampliação. Por que eles deveriam evitar tomar a palavra ou resistir a certas microextorsões que, na ausência de canais paralelos de reivindicação, alimentam a cadeia de comando e o funcionamento crucial das polícias? 

Acreditamos que o debate sobre sua condução democrática deva começar com a ampliação do olhar para essas outras realidades, cujo conhecimento é necessário para qualquer reforma viável. 

Sabina Frederic é professora e pesquisadora da Universidade Nacional de Quilmes e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina 

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O POLICIAL MILITAR AGORA TEM MAIS DIGNIDADE NA HORA DE FAZER SUAS REFEIÇÕES.

AMESE AVISA AOS SEUS ASSOCIADOS SOBRE CANCELAMENTO DA ASSEMBLÉIA ORDINÁRIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS.


A AMESE avisa aos seus associados que a assembléia geral ordinária de prestação de contas que estava marcada para o dia 30 de dezembro de 2013, foi cancelada.

Dentro em breve, será marcado um novo dia para que a realização da mesma, com a devida divulgação neste blog.

Agradecemos pela compreensão.