“Primavera e verão são as estações com maior registro de acidentes envolvendo abelhas. Geralmente esse é o período migratório desses animais, que saem em busca de alimentos, para reproduzir e fazer novas colmeias. Devemos redobrar a atenção nesse período, mas os cuidados com a prevenção devem ser adotados o ano inteiro. No caso de rodovias, especialmente em áreas rurais, o ideal é circular com os vidros fechados para evitar a entrada de abelhas no veículo. Para os motociclistas, a orientação é o uso de capacete com viseira fechada, além de proteger ao máximo o corpo com calça, camisa de manga longa, jaquetas e luvas”, afirmou o major Augusto Cordeiro, da assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros.
Outras situações também demandam cuidado para evitar ataques de abelhas. “Na limpeza de terrenos, tanto na área rural quanto em áreas urbanas, é necessário observar se há algum enxame no local antes de iniciar o trabalho. Elas podem se alojar em vários locais como troncos de árvores, latas, garrafas, entre outros. No caso de reparo em telhados é necessário o mesmo cuidado, já que é um local onde elas costumam se alojar”, disse.
Outro alerta importante sobre o ataque de abelhas é a importância do atendimento médico. “Muitas vezes a pessoa tem alergia e não sabe, podendo ter reações graves que podem levar até a morte. Além disso, o caso de múltiplas picadas é uma condição que inspira cuidados médicos, além de picadas em locais como cabeça e pescoço. A busca por atendimento médico nesses casos salva vidas”, explica o bombeiro.
De forma geral, o bombeiro informa que caso visualize um enxame de abelhas, a população deve manter distância e acionar a corporação através do número 193, já que os bombeiros possuem os equipamentos de segurança apropriados para atuar nessas situações. Inclusive a corporação desenvolve o projeto SOS Abelhas, através do qual captura enxames em locais de risco e leva para áreas seguras monitoradas por apicultores, visando a redução de acidentes e a preservação do meio ambiente.
Caso o ataque aconteça, o major orienta as medidas a serem adotadas. “Busque se afastar ao máximo do local onde houve a primeira ferroada. Quando isso acontece, além de injetar toxinas na vítima, elas indicam para as demais o alvo a ser atacado. Como elas têm um raio de defesa, quanto mais longe a pessoa for, menor a probabilidade de novas ferroadas. É preciso alertar ainda para não buscar um local com água como rios ou cisternas, porque o desespero pode levar a um afogamento. Se possível, busque se abrigar em algum local fechado”, concluiu.
Fonte: CBMSE























