Segundo o subtenente Roberto Bastos, os incêndios urbanos estão diretamente relacionados, em grande parte, a problemas nas instalações elétricas. “Quando dividimos esses registros, identificamos incêndios em residências, áreas comerciais, automóveis e redes elétricas, entre outros. Com o aumento das temperaturas, há maior uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, o que pode sobrecarregar instalações antigas ou sem manutenção”, explicou.
O militar alertou que a sobrecarga da rede elétrica pode provocar curtos-circuitos e reforçou a importância da manutenção preventiva. “Grande parte dessas ocorrências poderia ser evitada com revisões periódicas das instalações elétricas”, destacou.
No que se refere aos incêndios florestais, o soldado Mateus Vieira explicou que as principais causas estão associadas às altas temperaturas e à ação humana. “Todo incêndio começa pequeno e, a depender do material combustível, da vegetação seca e da oferta de oxigênio, ele pode evoluir rapidamente”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a prevenção passa pelo cuidado com equipamentos elétricos e pelo respeito à legislação ambiental.
Sobre o aspecto legal, o subtenente José Cordeiro reforçou que a prática de queimadas é regulada por lei. “É proibido realizar queima de entulhos, vegetação nativa ou lixo, o que configura crime ambiental. Em áreas rurais, qualquer queima só pode ser feita mediante autorização dos órgãos ambientais competentes, como o Ibama ou órgãos estaduais”, pontuou.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação está preparada para atender à demanda em todo o estado. Nos últimos dois anos, houve ampliação do efetivo, aquisição de novos equipamentos e expansão das bases e quartéis, o que possibilitou a presença operacional em todos os municípios sergipanos.
Com a ampliação da estrutura e a proximidade das equipes com a população, o CBMSE tem conseguido reduzir o tempo de resposta e atuar de forma mais eficiente no atendimento às ocorrências, cumprindo sua missão institucional de proteção à vida, ao patrimônio e ao meio ambiente.
Fonte: SSP/SE

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