De acordo com a tenente Vitória, da Ronda Maria da Penha da PMSE, a Corporação está plenamente engajada na missão que visa não apenas a repressão, mas também a conscientização e a proteção efetiva das mulheres em situação de vulnerabilidade.
Foco na captura de agressores e conscientização
A operação, que se estende até o dia 5 de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), possui dois pilares fundamentais:
Ações Repressivas: Concentração de esforços para o cumprimento de mandados de prisão em aberto contra agressores e a realização de prisões em flagrante por crimes como feminicídio, estupro, lesão corporal e descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência (MPU).
Ações Educativas: Realização de campanhas de conscientização focadas especialmente no público masculino, visando desconstruir visões de posse e comportamentos violentos.
Atuação integrada e monitoramento
A PMSE atua em colaboração com outras instituições do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), incluindo a Polícia Civil e órgãos de perícia, sob a articulação do Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE). Todo o desempenho operacional será monitorado em tempo real através do Sistema Córtex, garantindo a análise precisa de indicadores como o número de vítimas atendidas e medidas protetivas acompanhadas.
“O feminicídio é, frequentemente, uma tragédia anunciada. Nossa atuação imediata, seja no acompanhamento das medidas protetivas ou na prisão de agressores, é o que interrompe o ciclo de violência e salva vidas”, destacou a tenente Vitória, reforçando as diretrizes do Plano de Atuação Integrada.
Combate aos números de violência
A urgência da Operação Mulheres é respaldada por dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontam um crescimento em diversas modalidades de violência contra a mulher, como ameaças (16,5%), perseguição/stalking (34,5%) e violência psicológica (33,8%).
Com o reforço de efetivo e o suporte de diárias custeadas pelo Governo Federal, a PMSE reafirma seu compromisso em garantir que a legislação, em especial a Lei Maria da Penha, seja cumprida com rigor e eficiência em solo sergipano.
Fonte: PMSE

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