Dados escancaram uma realidade alarmante que não pode mais ser tratada com silêncio institucional.
Levantamento com base em informações do Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) aponta que 104 policiais penais ativos cometeram suicídio no Brasil entre 2018 e 2023, com maior incidência entre servidores na faixa etária de 30 a 49 anos e com 11 a 20 anos de tempo de serviço.
No recorte mais recente, de 2023 até 2025, o problema se agravou em diversos estados. O Rio de Janeiro registrou ao menos 05 (cinco) suicídios de policiais penais nesse período, enquanto a Paraíba contabilizou 06 (seis) casos e o Rio Grande do Sul 10 (dez), número que seguiu crescendo mesmo durante a apuração dessa matéria, registrando nesse 29/01/2026 mais um suicídio de policial penal (RS), evidenciando a gravidade e a urgência do tema.
Esses números não representam estatísticas frias, mas vidas perdidas em meio a um ambiente de trabalho marcado por sobrecarga, estresse permanente, déficit de efetivo, assédio institucional e ausência de políticas estruturadas de cuidado com a saúde mental. Diante desse cenário, a Federação Nacional Sindical dos Policiais Penais (FENASPPEN) reafirma sua solidariedade às famílias enlutadas e reforça que a defesa da vida dos policiais penais exige ações concretas do Poder Executivo, com programas permanentes de acolhimento psicológico, prevenção ao adoecimento mental e valorização profissional efetiva.
Fonte: FENASPEN

Nenhum comentário:
Postar um comentário