Levando em consideração as diferentes nomenclaturas e a potência histórica do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), celebramos, este ano, três décadas de atuação no combate a crimes de alta complexidade. Uma trajetória que começou na década de 1990, e culminou na criação da unidade especializada responsável por ocorrências de grande risco que acontecem no estado de Sergipe.
O embrião das Operações Especiais em Sergipe remonta a meados de 1980, quando alguns policiais militares já atuavam com formação especializada. No entanto, a estruturação oficial da tropa começou a ganhar forma em 1995. A iniciativa surgiu diante da necessidade de uma tropa mais preparada para enfrentar crimes graves que se intensificavam no estado, como assaltos a bancos, sequestros e ações criminosas organizadas.
Diante desse cenário, foi criado o primeiro Curso de Operações Especiais (COEsp) em Sergipe, iniciado em 14 de dezembro de 1995. A formação reuniu agentes das Polícias Militar, Civil e Federal, demonstrando a necessidade de integração entre as forças de segurança para enfrentar a criminalidade organizada.
Na época, dos 100 inscritos, 28 concluíram o curso, que contou com cerca de 340 horas de treinamento e foi finalizado em 1º de março de 1996. Após a formação da primeira turma, foi criado oficialmente o Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar de Sergipe, que posteriormente, em 2023, seria elevado à condição de Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE).
Dois anos depois, em 2025, a unidade tornou-se oficialmente o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar de Sergipe. A criação do batalhão foi formalizada por meio da Portaria nº 012/2025 do comandante-geral da Corporação, coronel Alexsandro Ribeiro, em março de 2025.
Na ocasião da elevação da unidade, o comando do Batalhão passou a ser exercido pelo major Weniston Queiroz Souza de Gois, enquanto a major Belisa Melo de França Santos tornou-se a primeira mulher a assumir o subcomando da unidade.
Subordinado ao Comando de Policiamento Militar Especializado (CPME), o BOPE atua em todo o território sergipano e é responsável por ocorrências de alta complexidade, como crises com reféns, cumprimento de mandados de alto risco, situações envolvendo explosivos, enfrentamento a organizações criminosas e casos relacionados a domínio de cidades.
A estrutura do Batalhão inclui companhias especializadas em intervenção tática, esquadrão antibombas, equipe de snipers e unidade de negociação, além de setores voltados à inteligência, operações, logística e comunicação social.
Ao completar 30 anos de história, as Operações Especiais da Polícia Militar de Sergipe consolidam-se como uma das principais forças especializadas de segurança pública do estado, atuando com foco em treinamento, tecnologia e resposta rápida a situações de alto risco.
Fonte: PMSE

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