quinta-feira, 11 de março de 2021

A INCIDÊNCIA DE ASSÉDIO SEXUAL ENTRE TRABALHADORAS DA SEGURANÇA PÚBLICA DE SERGIPE.


Um levantamento feito pela Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública em Sergipe (Asimusep-SE) com o Centro Integrado de Apoio Psicossocial/SSP (CIAPS) e o Núcleo de Análise e Pesquisas em Políticas Públicas de Segurança e Cidadania/SSP (Napsec), revelou que 53% das mulheres que atuam nas Instituições de Segurança Pública do estado já sofreram assédio sexual.

A Asimusep em parceria com a SSP promoveu entre os dias 21 de dezembro de 2020 de 10 de janeiro de 2021, a pesquisa intitulada “Assédio sexual nas instituições de Segurança Pública em Sergipe”.

A Presidente da Asimusep, subtenente Elisângela Bonifácio, disse que a pesquisa busca quantificar os dados sobre o assunto e com isso buscar conscientizar os gestores das pastas para que sejam desenvolvidas ações educativas, preventivas e punitivas para esse tipo de prática.

A pesquisa foi provocada pela Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública em Sergipe e contou com a parceria da Secretaria de Segurança Pública, através do Núcleo de Análises e Pesquisas em Políticas Públicas de Segurança e Cidadania, Napsec e também o CIAPS Centro Integrado de Referência e atenção a Saúde do Trabalhador da SSP.

Foram questionadas por meio de formulário eletrônico 525 mulheres profissionais da Segurança Pública sergipana, integrantes das Polícias Civil, Militar e Penal, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal de Aracaju.

No universo pesquisado 49% das respondentes pertencem aos quadros da Polícia Militar; 24% da Polícia Civil; 10% ao Corpo de Bombeiros; 10% da Cogerp e participação abaixo de 10% da Guarda Municipal e Polícia Penal.

Segundo os dados obtidos, o índice de assédio é maior entre as trabalhadoras nos primeiros anos de profissão e que desenvolvem a atividade fim nas instituições, além disso, o baixo número de denúncias, por vergonha ou medo, constitui uma dificuldade para ações mais específicas de combate ao assédio.

Observa-se também consequências na saúde e estado emocional dessas mulheres e um abalo na percepção de acolhimento institucional. A associação está comprometida junto ao Napsec e ao comando das  instituições para auxiliar na elaboração de medidas de combate ao assédio entre as profissionais da Segurança Pública sergipana.

Importante salientar que o apoio da Secretaria de Segurança foi primordial para que possamos obter esses dados e construir estratégias de combate e prevenção!

A Asimusep tem um canal de denuncia , apoio psicológico próprio e com a parceria com o Napsec teremos mais alcance com atividades multidisciplinar de apoio, o CIRAST  denuncia@asimusepse.com.br

Com informações da Asimusep

Fonte:  Faxaju

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