A falta d’água, que tanto atormenta os sergipanos, só não atingiu os espaços nobres da sociedade, a exemplo dos três palácios do governo Mitidieri. Diferente da gente do povo, desprovida de caixa d’água em casa, as instalações que abrigam o Executivo estadual possuem grandes reservatórios. Não fosse isso, nos palácios de Veraneio, Olímpio Campos e de Despacho se bebe unicamente água mineral, servida fartamente aos convivas. Talvez seja por isso que muitos integrantes do governo achem exageradas as críticas sobre a permanente falta d’água registrada no estado. Muitos chegam a afirmar que tudo não passa de intriga da oposição. Não é! Aliás, outro dia, o próprio governador Fábio Mitidieri (PSD) debochou de um suado repórter quando este reclamou a ele não ter nem como tomar banho e manter o sanitário limpo: “Se faltar água na sua casa eu vou lhe oferecer um banheiro, tá bom?” zombou o fidalgo. É visível que, diferente do que pensam alguns privilegiados, a população não sabe quando a concessionária Iguá vai resolver a crise hídrica herdada da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Pior é que os sergipanos ainda não foram beneficiados com os bilhões arrecadados com a “venda” da estatal, pois o ilustre inquilino dos três palácios preferiu aplica-los no mercado financeiro para render juros. Conclui-se, portanto, que enquanto falta água para o povo, sobre insensibilidade no governo Mitidieri. Marminino!
Fonte: blog do jornalista Adiberto de Souza

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