sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ALESSANDRO VIEIRA SOLICITA CONVOCAÇÃO CE BARCI DE MORAES, MULHER DO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES, PARA DEPOR NA CPI DO CRIME ORGANIZADO.


O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira, protocolou dois requerimentos nos quais sustenta haver “fundadas suspeitas” de que um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados seja “produto direto” de lavagem de dinheiro.

Os pedidos foram apresentados na segunda-feira (2) e solicitam a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes para depor, além da quebra dos sigilos bancários da empresa.

Segundo o relator, o acordo de honorários alcança cerca de R$ 129 milhões ao fim da prestação dos serviços, valor considerado incompatível com o escopo do trabalho contratado. Na avaliação de Vieira, a discrepância entre preço e serviço indicaria o uso do contrato para dar aparência de legalidade a repasses ilícitos.

Em um dos documentos, o senador afirma que os R$ 129 milhões “não constituiriam mera receita operacional de uma instituição financeira lícita”, mas sim o resultado de um processo de lavagem de dinheiro.

O texto também aponta que o pagamento ao escritório teria sido tratado como prioridade pelo fundador do banco, Daniel Vorcaro, o que, para a CPI, levanta indícios adicionais de tráfico de influência e exploração de prestígio.

Em um dos documentos, o senador afirma que os R$ 129 milhões “não constituiriam mera receita operacional de uma instituição financeira lícita”, mas sim o resultado de um processo de lavagem de dinheiro.

O texto também aponta que o pagamento ao escritório teria sido tratado como prioridade pelo fundador do banco, Daniel Vorcaro, o que, para a CPI, levanta indícios adicionais de tráfico de influência e exploração de prestígio.

O contrato envolve o escritório de advocacia da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, o que adiciona sensibilidade política ao caso. A apuração ocorre em paralelo a outras frentes que investigam o Banco Master, incluindo suspeitas sobre a origem de recursos e a atuação de executivos da instituição. (Por Marina Verenicz, do InfoMoney)

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