Durante os sete dias de operação, foram lavrados 119 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e resgatados 517 animais nativos (487 aves e 30 jabutis) mantidos em cativeiro de forma irregular. A conduta configura crime ambiental, conforme o art. 29 da Lei nº 9.605/1998, com pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa que pode chegar a R$ 5 mil por exemplar, a depender da espécie. Nesta fase da Operação Rotas da Fauna em Sergipe, as multas aplicadas, somadas, chegam a mais de R$ 200 mil.
O resultado da operação se insere em um cenário de ampliação das ações de proteção à fauna. No primeiro trimestre de 2026, a PRF registrou 209 ocorrências dessa natureza em Sergipe, com o resgate de 1.940 animais silvestres — aumento de 90,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.017 exemplares.
Entre os animais resgatados, predominam aves silvestres frequentemente visadas pelo comércio ilegal, como cardeal-do-nordeste, papa-capim, canário-da-terra, corrupião, sabiá e trinca-ferro. Também foram identificados exemplares ameaçados de extinção, a exemplo de pintassilgo, curió, azulão e papagaio-verdadeiro, além de 30 jabutis, espécie incluída em listas de proteção internacional.
Destinação e reabilitação da fauna
Após avaliação técnica realizada pela equipe de profissionais ambientais, a maioria dos bichos é solta e devolvida à natureza. No entanto, alguns animais não possuem condições imediatas de soltura e, por isso, são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, onde passam por reabilitação antes de eventual reintrodução ao habitat natural.
A Operação Rotas da Fauna integra o planejamento nacional da PRF para o enfrentamento aos ilícitos ambientais, com atuação conjunta de órgãos ambientais e foco na identificação de irregularidades no transporte, manutenção e comercialização de animais silvestres. A estratégia alia fiscalização ostensiva e cooperação institucional para ampliar a efetividade das ações e preservar a biodiversidade. Nesta fase, a estrutura operacional teve colaboração do Instituto Federal de Sergipe (IFS), da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Freeland Brasil e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama).
Fonte: PRF/SE

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