sábado, 5 de novembro de 2011

SAMUEL: LEGISLAÇÃO DE MILITARES ESTADUAIS.

Por ser militar e ter passado por situações difíceis, sustento a tese de que o modelo militar não serve para o combate à criminalidade. A razão é simples: os militares, na essência, foram formados para avistar inimigos e extirpá-los, sem dó, nem piedade, respeitando, apenas, as próprias leis da guerra. Trata-se de Força de Defesa, passe curatória da soberania de um Estado perante outro e não de Segurança Pública.

A hierarquia e a disciplina, bases das instituições militares, fazem todo sentido no contexto de guerra, onde a unicidade de comando e a obediência devem ser enfatizadas, sob pena de toda a estratégia de ataque ou defesa ir por água abaixo – e com ela a soberania do Estado. Portanto, a idéia que se tem de hierarquia e de disciplina militares está ligada às questões de estratégia militar. Segurança pública para os cidadãos que necessitam de profissionais formados para defender o cidadão, trata-los com dignidade e respeitos as legislações que protege o cidadão, então temos que defende-los não ataca-los e mesmo o agressor não é inimigo, não podemos extirpa-lo. Ele tem seus direitos assegurados na legislação, temos que usar técnicas de acabar com sua ação delituosa, proteger sua vida após prisão etc.

No Brasil as Polícias tiveram seu início quando da ocupação do território brasileiro foram as forças militares estaduais que permitiram a governabilidade das províncias e, no período militar, tiveram papel preponderante, hoje, este modelo, além de improdutivo (é só analisar os números de Segurança do país), revela-se incompatível com a atual estrutura da sociedade, mormente num cenário político regido por uma Constituição que garante liberdade de expressão e outros direitos tidos como democráticos.

A verdade é que quando se formulou a aplicação da hierarquia e disciplina em instituições estaduais não se havia cogitado que, num determinando ponto da história, os militares estariam discutindo, na condição de meros servidores públicos, seu poder de se expressar, de cobrar condições de trabalho mais dignas ou de reclamar melhores salários. É justamente nesse ponto que o sistema entra em choque: afinal, o militar estadual, sujeito à obediência, à hierarquia e à disciplina, pode ou não fazer tais críticas? Ele é, ou não, amparado pelo direito de liberdade de expressão assegurado pela Constituição? Estamos respondendo processo por justamente defender ações que melhore a Segurança do cidadão e as condições de trabalho dos profissionais que compõe as instituições militares estaduais.

Essa questão, meus amigos, é fácil de responder: o militar goza, sim, de seus direitos civis e fundamentais, mas eles são limitados pelas regras rígidas da própria Constituição Cidadã que adotou quando trata da Segurança Pública. Limitação que se materializa, por exemplo, na exclusão de alguns remédios constitucionais, como o habeas corpus, para os casos de prisão disciplinar militar. (Esta regra, como se sabe, já se encontra flexibilizada, em casos de contrária direitos fundamentais, mas que direito, livre expressão e direito fundamental, será que temos, podemos expressar o que pensamos), isso demonstra a intenção do legislador constituinte. Frise-se: os militares são fundamentais para a garantia da soberania do Estado. Uso da força para subjugar, isso justificaria, não como premissa de funcionalidade da instituição e os bons serviços prestados a sociedade. Para o tratamento de civis, as forças de segurança deveriam ser, igualmente, civis. Ou então deveríamos acabar com a Polícia Federal ou militarizá-las, ignorar os excelentes serviços prestados a sociedades por aquela instituição.

Assim, o militar estadual de Sergipe tem direito igual aos funcionários públicos civis, porém entre os deveres, o de se submeter a um pré-histórico Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar, além do RDE - Regulamento Disciplinar Exército igualmente jurássico, além de ter que aceitar críticas a Justiça Militar, dizem que é corporativista, pensem os senhores a maioria dos militares estaduais desejam ver extinta por que será? Imaginem que todos os benefícios da aplicação da pena existente hoje para os civis, nós não temos direitos, além do índice de condenação é superior a justiça comum, então concordo com os críticos temos que acabar com a tutela da justiça militar para os profissionais da segurança pública.

Exemplo de regulamento disciplinar e suas loucuras posta, vejamos ele considera transgressão grave, punida com prisão, “censurar ato de superior ou procurar desconsiderá-lo”, outro artigo, que também considera falta grave “discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos, militares, excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica, quando devidamente autorizados”. Há ainda, aquele I que reputa como grave o ato de “publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos, documentos ou assuntos militares que possam concorrer para o desprestígio da Corporação ou firam a disciplina ou a segurança”.

Sem dúvidas, nossos Constituintes se equivocaram quando construiu um sistema de Segurança Pública com forças militares para fornecer à população Segurança. Primeiro porque tais servidores, em nada, se diferenciam dos demais que prestam iguais serviços públicos. Depois, porque não parece aceitável que apenas os anômalos militares estaduais tenham podado seu direito de expressão por exemplo.

O PM ou bombeiro consciente desse equívoco tem três opções: reconhecer sua incompatibilidade com o sistema e pedir para sair; adequar-se aos antiquados regulamentos e os observar; ou, dentro de um processo legítimo, tentar convencer e persuadir mentes a atualizar os códigos e regimentos, tarefa extremamente difícil, devido principalmente ao “sistema” que continua fazendo questão de manter os militares, do jeito que são, ao seu lado, bem ao alcance de suas mãos e do domínio que atenta contra os serviços prestados a sociedade, tem Policias que trabalham onde deseja o Político amigo e não onde seria mais necessário a sociedade, mesmo contra o desejo do comando Geral da PMSE.

Nós que fazemos e queremos uma segurança melhor a todos, temos que encarar o problema de frente, sociedade civil através das instituições organizadas a exemplo dos Conselhos de segurança comunitários, associações, sindicatos, nós parlamentares e o governo reorganizando e redirecionando todas as ações de segurança pública no caminho constante na redução dos índice de violência e para tanto temos que fazer uma grande revisão nas estruturas das instituições de segurança, privilegiando os resultados, a satisfação da população e o respeitos a todos, cidadão que precisa dos serviços e o profissional que irá propiciar esses serviços.

Texto escrito por Samuel Alves Barreto, Capitão da PMSE, Bacharel em Segurança Pública (APM-AL), ,formando em Direito(UNIT), Pós-Graduado em Segurança e cidadania (UFS), especialista em serviço de inteligência (ABIM), Deputado Estadual.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PROPOSTA AMPLIA CONCEITO DE ABUSO DE AUTORIDADE.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1585/11, do deputado Padre Ton (PT-RO), que amplia a definição de crime de abuso de autoridade e torna mais rigorosa a penalidade para quem praticar o ato. Pela proposta, serão consideradas abuso de autoridade a exposição à mídia, sem justificativa, de pessoas sob guarda ou custódia; e a divulgação indevida de dados ou informações sigilosas sobre inquéritos ou processos que tramitam em segredo de justiça.

Atualmente, a legislação (Lei 4.898/65) considera abuso de autoridade as seguintes práticas, entre outras:
- ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual sem as formalidades legais ou com abuso de poder;
- submeter pessoa sob guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei;
- deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa;
- deixar o juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;
- levar à prisão e nela deter quem se proponha a prestar fiança legal; e
- prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade.

Essa última prática é excluída no projeto do deputado de Rondônia.

Penalidades
O texto também estabelece penalidades para quem cometer o crime de abuso de autoridade. No caso de sanção civil, se não for possível fixar o valor do dano, será determinado o pagamento de indenização no valor de R$ 20 mil ao ofendido.

Já a sanção penal será aplicada de acordo com as regras previstas no Código Penal e consistirá em:
- multa equivalente a 20 cestas básicas que deverão ser entregues a instituição de caridade indicada pela autoridade judiciária; reclusão de dois a quatro anos; e
- perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até seis anos.

Segundo o deputado, a Lei 4.898/65, criada durante o regime militar, foi elaborada com o propósito de criar “ficção jurídica que não constrangesse em demasia as autoridades, típica de uma época em que as liberdades civis sofriam restrições”. “Não sem razão que as penas cominadas são extremamente brandas”, acrescenta Padre Ton.

Para o autor do projeto, a exposição das pessoas sob custódia à mídia pode provocar “a criação de ‘tribunais virtuais de exceções’, onde a condenação ocorre sem que a culpa esteja delineada e a ampla defesa seja exercida”.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, inclusive em seu mérito, antes de ir ao Plenário.

Fonte:  Agência Câmara

CHOQUE PRENDE ACUSADO DE DOIS HOMICÍDIOS, ROUBOS E TRÁFICO EM ARACAJU.

O Batalhão de Choque prendeu na tarde de quinta-feira, 03, Laerton Correia dos Santos, 32 anos, suspeito de envolvimento em seis homicídios, acusado por outros dois homicídios, roubos e tráfico na avenida Euclides Figueredo, próximo à entrada do bairro Getimana.

A ação aconteceu por volta das 12h, quando uma guarnição comandada pelo tenente Fábio Pereira realizava policiamento preventivo no bairro Getimana e observou dois homens em atitude suspeita pilotando uma motoneta Shineray, de cor vermelha.

A PM realizou abordagem aos dois homens e acabou prendendo Laerton Correia. Após consulta à Rede Infoseg, foi constatado que o homem tem uma ficha criminal extensa. Dois homicídios julgados, roubos, e tráfico de entorpecentes. Além disso, o homem é suspeito da prática de outros seis homicídios. O caso foi encaminhado à Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

DEPUTADO MARLLOS AFIRMA QUE PRESIDENTE DA CÂMARA BARRA A PEC 300.

Em pronunciamento no plenário da Câmara realizado na tarde do dia 27 de outubro, o deputado Marllos Sampaio (PMDB) afirmou que a PEC 300 não entra na pauta de votação porque o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT/RS), não permite.

“Não é culpa dos Deputados desta Casa. O culpado da PEC 300 não ser votada, único e exclusivamente, é o Deputado Marco Maia, Presidente desta Casa, que não a coloca na pauta de votação. É uma vergonha!”

Ele lembrou que Maia chegou até mesmo a tratar mal os integrantes da Comissão de Segurança Pública que foram lhe pedir para colocar a PEC em votação.

“Quando nós perguntamos a S.Exa. sobre a PEC 300, ele fala alto, trata mal, é deselegante e diz: Se vira, se vira, não tenho nada a ver com isso, vá falar com os Governadores”.

Marllos pediu para que os militares cobrem de Marco Maia a inclusão da PEC 300 na pauta de votação da Câmara.

“Eu, como Deputado Federal, em nome da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da qual faço parte, em nome da Liderança do PMDB, do qual sou Vice-Líder, estou aqui dizendo, de viva voz, para todo o Brasil: cobrem do Presidente da Casa, Deputado Marco Maia, único e verdadeiro culpado da PEC 300 não entrar em votação nesta Casa”, finalizou.

Fonte: site do Deputado fEDERAL MARLLOS

AMORIM QUER MAIS EQUIPAMENTOS PARA O HPM.

O Senador Eduardo Amorim sempre atento às questões relacionadas à saúde no estado de Sergipe, afirmou nesta quinta-feira (03), que vai viabilizar uma Emenda Parlamentar destinada a compra de equipamentos para melhorar o Hospital da Polícia Militar (HPM). “Entendo que aquela unidade de Saúde é importante não só para a família militar, mas para a população, já que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou.

Fonte: Faxaju (Elenildes Mesquita)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

COMISSÃO APROVA PROJETO QUE DÁ DIREITO DE ASSOCIAÇÃO AO POLICIAL MILITAR.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou no dia 26 de outubro o Projeto de Lei 364/11, do deputado William Dib (PSDB-SP), que garante ao policial militar estadual o direito associativo, além de dispensá-lo de suas funções para cumprir mandato eletivo na respectiva entidade representativa.

A proposta altera o Decreto-Lei nº 667/69, que reorganiza as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, dos Territórios e do Distrito Federal.

Para o relator, Jair Bolsonaro (PP-RJ), a alteração apenas legaliza situações que já ocorrem, por iniciativa dos governos estaduais, diante da omissão da legislação federal. “Essa adaptação é relevante na medida em que as polícias militares estaduais passam por reformulações importantes, para conferir dignidade ao policial militar”, declarou.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

RADIOPATRULHA APREENDE ADOLESCENTE COM 40 PEDRAS DE CRACK NO BAIRRO INDUSTRIAL.

A Companhia de Polícia de Radiopatrulha (CPRp) apreendeu no início da noite de quarta-feira, 2, dois irmãos adolescentes em uma motoneta roubada, na localidade conhecida como Baixa da Cachorrinha, no bairro Industrial. Os jovens também são suspeitos de envolvimento no tráfico de entorpecentes.

A dupla foi flagrada em poder de 40 pedras de crack, 50 gramas de maconha e a quantia de R$ 40 em dinheiro. De acordo com o cabo Carlos Iran, os adolescentes estariam transitando com a droga, em uma motoneta Shineray de cor azul, e não reagiram à abordagem policial. O caso foi encaminhado à Delegacia Plantonista.

MAIS MILITARES SE ASSOCIANDO A AMESE, FORTALECENDO ASSIM A LUTA.


GETAM EVITA SEQUESTRO A COMERCIANTE NO BAIRRO 13 DE JULHO.

O Grupamento Especial Tático de Motos (GETAM) prendeu na quarta-feira de Finados, dia 2, Pablo Santos Dantas, de 29 anos. O indivíduo é acusado de usar uma faca de conzinha para render e manter como refém o senhor Marcos Antonio da Silva, funcionário de uma empresa de engenharia localizada no bairro 13 de Julho.

De acordo com a polícia, a todo momento o suspeito perguntava quando o proprietário chegaria, alegando que iria sequestrá-lo. No entanto, a guarnição da Polícia Militar agiu rápido e deteve o criminoso antes que concretizasse o ato. O funcionário foi liberado sem lesões.

Com o indivíduo, foi apreendida a arma branca, bem como objetos de escritório roubados do escritório, carteiras porta-cédulas e quatro telefones celulares. Todo o material foi levado à Delegacia Plantonista, onde o acusado permaneceu à disposição da justiça.

PM ABRE MAIS UM IPM CONTRA MAIS UM POLICIAL. DESTA FEITA O CAPITÃO HILDOMÁRIO.

O comando geral da policia militar, abriu um novo inquérito policial militar para apurar suposta fraude em uma associação privada.

Mesmo com o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ter se manifestado contrario a abertura de IPM para apurar supostas irregularidades cometidas por policiais em instituições privadas, o comando resolveu investigar denuncia feita contra o ex-diretor financeiro da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (ABSMSE), capitão Ildomário Santos Gomes.

Recentemente o comando criou um Conselho Disciplinar que julgou três PMs, também acusados de fraude. Por 3 votos a zero, os policiais foram inocentados, após cerca de 30 dias estes e as testemunhas serem ouvidas.

Agora é a vez do capitão Ildomário ir para o “banco dos réus” dentro da corporação, já que ele está sendo acusado de suposta fraude na associação. “A PM não tem jeito mesmo. Mesmo três colegas nossos terem sido inocentados, o comando insiste em querer punir quem não tem culpa. Será que está atendendo a pedido de alguém”, questionou um policial, afirmando que “o comando vai mais uma vez se expor para não provar nada”, disse.

Fonte: Faxaju (Munir Darrage)

DIRIGIR BÊBADO É CRIME, CONFIRMA STF.

Em meio à discussão sobre lei seca e bafômetro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão que passou quase despercebida, mas deve balizar novas sentenças e até garantir no futuro a punição de infratores: dirigir bêbado, mesmo sem causar acidente, já é, sim, um crime.

Em decisão unânime, 5 dos 11 ministros do Supremo reunidos na 2.ª Turma rejeitaram no fim de setembro um habeas corpus (HC 109269) impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de um motorista de Araxá (MG) denunciado por dirigir embriagado.

Com argumentos semelhantes aos usados em dezenas de casos pelo País, o condutor destacou que o crime de embriaguez ao volante só passou a ser previsto de forma mais rígida em 2008, depois que a lei seca reformou o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Antes, só havia crime se o bêbado causasse algum dano ou agisse de forma imprudente. Mas, apesar da mudança, muitos juízes continuaram com o antigo entendimento, considerando na prática a lei seca ilegal.

Citando precedente da ministra Ellen Gracie, o relator do STF, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ser irrelevante indagar se o comportamento do motorista embriagado atingiu ou não algum bem. "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo."

Debate. O mesmo artigo 306 estabelece os níveis de álcool no sangue que configuram crime e dispõe sobre o uso do bafômetro - temas sob discussão no Judiciário (veja ao lado).

A pena para quem dirige bêbado é de 6 meses a 3 anos. Advogados ouvidos pelo Estado, como o doutor em Direito Constitucional Sergio Resende de Barros, acreditam que a decisão do STF deve reduzir as chances de motorista alcoolizado ser absolvido.

Fonte: Estadão

MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO EM ARACAJU.

Marcha contra a Corrupção marca início de protestos na capital sergipana

A Marcha contra a Corrupção, como ficou conhecido o movimento de protesto popular que vêm acontecendo nacionalmente, surgiu da mobilização de cidadãos comuns,indignados com as sucessivas denúncias de corrupção, a exemplo das ocorridas recentemente nos ministérios da Casa Civil, dos Transportes, do Turismo, da Agricultura e do Esporte, que resultaram na queda de cinco ministros, em apenas 10 meses de governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

O movimento, que já ocorreu em dezoito estados do país, está marcado para acontecer na capital sergipana no dia 04 de novembro, a partir das 15h, com concentração no Calçadão da João Pessoa, em frente a Caixa Econômica Federal, finalizando na Praça Fausto Cardoso, com um ato simbólico e pacífico em frente à Assembléia Legislativa.

“Defenderemos a regulamentação da Lei do Ficha Limpa ainda para o pleito de 2012, a continuidade dos trabalhos do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, a transformação da corrupção em crime hediondo, o fim do voto secreto nas casas legislativas, a criação de uma frente popular de cidadania e a não criação demais impostos”, explicou Junior Torres, um dos organizadores e idealizador do movimento em Aracaju.

A Marcha contra a Corrupção pretende reunir estudantes, famílias, associações de bairros, sindicatos e a população em geral. A organização informa que todos estão convidados e pede aos participantes que vistam uma camisa preta, para que se identifiquem com o movimento. “Queremos deixar claro que esse é um movimento de combate à corrupção e não partidário. Inclusive, políticos serão muito bem-vindos ao ato, mas, os que têm ou que já tiveram mandato, não terão direito à palavra”, evidenciou Junior Torres.

Torres informou ainda que a Marcha contra a Corrupção será apenas o ponto de partida e que palestras estão sendo organizadas para dar continuidade a esse movimento em todo o estado de Sergipe. “O combate à corrupção não vai parar. As palestras acontecerão nas escolas, universidades, entidades, entre outros. Precisamos chamar a atenção da população para a importância do voto e, do poder público,tanto da importância de gerir bem a coisa pública como de se fiscalizar e regulamentar aquilo que é benéfico para a coletividade”, concluiu Torres.

Maiores informações poderão ser obtidas com Junior Torres através do número de telefone 9856-0401.

Fonte: FAxaju (Ju Gomes)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SARGENTO EDGARD É ABSOLVIDO.

Vejam a reportagem exibida pela Tv Atalaia no Jornal do Estado 2ª edição, acerca da absolvição do Sargento Edgard Menezes, vice-presidente da AMESE, perante o Conselho de Disciplina da PMSE, clicando no link abaixo:

ASPIRANTE NOVO E O PRAÇA ANTIGO.

Uma das passagens emblemáticas do filme Tropa de Elite, clássico do cinema nacional que lançou as questões da segurança pública brasileira para discussão pelo público amplo, é a chegada dos aspirantes recém-formados Matias e Neto nas suas unidades, com todas as precariedades, vícios e desmandos presentes na rotina dos batalhões “convencionais”. A caricatura feita pelo filme não é a toa: de fato, ao sair das academias de polícia militar, os aspirantes sofrem o que podemos chamar de “choque de realidade”, uma espécie de anulação das doutrinas, conhecimentos e teorias adquiridas durante os anos na escola.

Uma das figuras centrais do novo contexto é o policial antigo, com certa experiência na atividade policial, certamente mais vivido profissionalmente que o aspirante, mesmo lhe sendo subordinado hierarquicamente. O “praça antigo” é aquele que conhece os becos e vielas, sabe quem são os responsáveis pelas desordens e os aliados em potencial (informantes, colaboradores), além de entenderem toda a dinâmica política que influencia a prática do policiamento na localidade em que atuam. Diante do perfil de competências e habilidades do “antigão”, impõe-se uma espécie de duelo entre ele e o aspirante recém-chegado, também com habilidades e competências próprias, absorvidas na academia.

De um lado, a vaidade daquele que possui anos de atuação cotidiana, de outro, a empáfia do conhecimento técnico aliado à superioridade hierárquica, uma combinação que precisa ser gerenciada pelas partes, ou as incompreensões podem gerar conflitos constrangedores e até trágicos. Primeiramente, é preciso reconhecer que a experiência policial das ruas não exclui os conhecimentos técnicos e doutrinários – ao contrário, trata-se de um casamento necessário para que haja excelência no serviço policial.

Um policial que conhece os locais vulneráveis, e não sabe se comportar tecnicamente, corre risco semelhante daquele que, embora tome as precauções técnicas necessárias, não sabe se situar na área em que atua. Fundir essas competências é fundamental, apesar dos desafios, que podem ser reduzidos a uma palavra: humildade.

Abrir mão da condição de senhor inquestionável da prática policial é o primeiro passo para aprender com os demais, seja o policial experiente (que geralmente possui defasagem teórica), seja o policial doutrinado recém-formado (que geralmente teve pouco contato com a dinâmica das ruas). Reconhecer no outro alguém que é simultaneamente professor e aluno é necessário, deixando de lado quaisquer vaidades e sentimento de autosuficiência. Esta é uma questão de sobrevivência (pessoal e institucional).

Fonte: Abordagem Policial (Danillo Ferreira)

PRESIDENTE DO SINPOL DIZ QUE ALUGUEL PAGO PELA SSP “BENEFICIA INTERESSES”.

O Instituto Médico Legal (IML) enviou na manhã de ontem (01), uma nota à imprensa, informando que as viaturas que recolhem os corpos na capital e no interior, continuam com problemas e que estas já estão em oficinas para resolver o problema.

A nota também destaca que a ambulância cedida ao IML estava sendo usada apenas para transporte de material, pela SMS e não estava equipada para atendimento médico, e que o Governador autorizou a locação imediata de dois carros novos que serão equipados para a remoção de corpos.

Ainda na manha de hoje, uma nova discussão foi feita com relação às viaturas do IML e também sobre os prédios onde funcionam os órgãos ligados à SSP. Para o assessor de imprensa da SSP, Lucas Rosário, o problema já está sendo resolvido e possivelmente em breve, o Instituto terá novas viaturas.

Mas esse não é o pensamento do presidente do Sinpol/SE, Antonio Moraes ao afirmar que tudo “é falta de gestão”. Moraes diz que o prédio onde funciona o Instituto de Identificação é inadequado para o caso e que é preciso que se construa um novo prédio. Na entrevista, Antonio Moraes chegou a afirmar que o secretário João Eloy “é o melhor delegado de Sergipe”, porem como “gestor deixa muito a desejar”.

Outro ponto polemico levantado pelo presidente do Sinpol, foi sobre os alugueis pagos pela SSP, que segundo Moraes “está beneficiando interesses particulares”. Antonio Moraes disse que os alugueis estão acima dos valores de mercado e que seria “necessário fazer um levantamento a quem pertence esses prédios e também os valores que são pagos pelos alugueis”. Segundo Antonio Moraes os valores dos aluguéis estão acima dos praticados no mercado imobiliário.

Ao ouvir a afirmação feita por Moraes, o assessor da SSP Lucas Rosário pediu que o sindicalista dissesse o nome de quem estaria sendo beneficiado com o pagamento dos alugueis. Moraes como resposta, convidou a todos que levantassem “quem é ou são os donos dos prédios e questionou. Porque não muda de local?”.

Com informações do Programa Liberdade sem Censura

Fonte: Faxaju (Munir Darrage)

CAPITÃO SAMUEL DIZ QUE COMANDANTE DA PM TENTOU MANIPULAR CONSELHO DE DISCIPLINA.

O deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL), utilizou a tribuna da Assembléia Legislativa na manhã de ontem (01), para fazer um pronunciamento sobre o encerramento do Conselho Disciplinar aberto pela Polícia Militar de Sergipe onde apurava denúncias contra três militares que geriram a Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe.

Sem poupar criticas ao comandante da PM, Samuel disse sem citar nomes, que o coronel Rezende, já que este é o atual comandante, tentou manipular o Conselho com intuito de expulsar os PMs. “Recebi a informação a dois minutos atrás de que foi encerrado o Conselho de Disciplina feito por orientação do Comando Geral e o terceiro acusado de cometimento de várias irregularidades que se falavam muito, foi inocentado, o sargento Edgard acaba de ser absolvido por 3 x 0 no conselho de disciplina aberto pelo comando geral, fato que me deixa alegre, deixa também um sentimento de que a Instituição e os profissionais que fazem a corporação Polícia Militar eles estão no caminho de observar o direito”, destacou o parlamentar.

Para o deputado a Instituição PM de Sergipe entrou num assunto que não compete a corporação deixando visivelmente claro o desejo de punir os militares perseguidos pelo Sistema. Ainda segundo Samuel, “tudo isso orquestrado pelo coronel Carlos Augusto que quer a todo custo assumir o comando da PM e para isso precisa tirar esses bravos batalhadores que lutam pela causa da corporação”, desabafou Samuel.

Samuel Barreto elogiou os oficiais da Polícia Militar que encerraram o Conselho de Disciplina instaurado contra os Sargentos Vieira, Edgard e o cabo Palmeira com o argumento de que não compete a PM esse tipo de investigação. “Simplesmente erro na forma de se fazer a coisa, mas no afã de fazer a PM fez aquilo, e no dia de ontem o comandante da PM ainda fez outra importante, nunca na história da Polícia Militar de Sergipe foi publicado no boletim interno que é o nosso diário oficial (BGO), uma denúncia do Ministério Público como um todo, utilizando cinco, seis folhas, mas, o nosso comandante geral em vez de se preocupar com o policiamento do povo e trazer mais policiais para as ruas ele foi publicar a denuncia do MP para tentar convencer o Conselho de Disciplina a condenar o militar que seria julgado hoje, já que o Ministério Público teria denunciado o sargento Edgard”, afirmou Samuel Barreto.

O Capitão Samuel discorda da tese do promotor do Ministério Público que usou o artigo 312 do Código Penal Militar para denunciar o sargento Edgard. “O artigo 312 serve para denunciar o militar que comete ato contra a administração militar e o promotor utilizou sem observar a parte final até por que não compete administração militar denunciar as ações de um militar numa entidade privada, realmente eu discordo tecnicamente do promotor”, concluiu o deputado Samuel.

Fonte: Assessoria Parlamentar do Deputado Capitão Samuel (Chris Brota)

CONSELHO ABSOLVE SARGENTO EDGARD POR UNANIMIDADE.

Conselho absolve sargento Edgar Menezes por unanimidade
O militar foi investigado pelo conselho de disciplina da PM

Sargento Edgar (centro) foi absolvido por 3 x 0 (Foto: Portal Infonet)

Na manhã de ontem, 1º, o Conselho de Disciplina da Polícia Militar absolveu por 3x0 o sargento Edgar Menezes das acusações sobre uma suposta irregularidade na Caixa Beneficente dos Servidores Militares. O conselho formado por oficiais ouviu testemunhas de defesa e acusação por um mês e concluiu que as acusações não tinham fundamento.

“Agora estamos a meio caminho andado, o comando ainda pode avocar essa decisão, mas digo que não é fácil discordar de três oficiais que apuraram denuncias por mais de um mês e não encontraram nada contra a gente”, diz Edgar.

Na semana passada, o sargento Jorge Vieira, também foi absolvido por unanimidade. Com a absolvição dos militares os advogados da Associação dos Militares de Sergipe (Amese) aguardam a decisão do comandante geral da Polícia Militar, o coronel Aelson Resende, que poderá acatar ou não a decisão do conselho.

“Assim como aconteceu com o Vieira, também não foi encontrado nada contra o sargento Edgar. Vamos aguardar a decisão do comando que pode avocar o que foi decidido pelo conselho, no entanto a decisão do conselho foi fundamentada em provas que absolveram os militares”, esclarece o advogado João B. Freitas.

Sobre o conselho de disciplina, o representante da Amese reconhece que a luta por melhores salários dos militares sergipanos trouxe uma série de inquéritos contra os líderes do Movimento Tolerância Zero. “Depois do movimento não tivemos mais paz, foram instaurados uma série de sindicâncias e IPM´s (Inquérito Policial Militar), no entanto, a nossa luta continua”, fala o sargento Jorge Vieira.

Fonte: Infonet (Kátia Susanna)

SARGENTO EDGARD MENEZES É ABSOLVIDO. 3 A 0.

Terminou ontem a pouco o julgamento do Sargento Edgard Menezes perante o Conselho de Disciplina da Polícia Militar do Estado de Sergipe. O julgamento teve inicio às 9 horas e durou pouco mais de 30 minutos.

O sargento Edgard Menezes, que enfrentou o conselho disciplinar na manhã desta terça-feira (01), foi absolvido por 3 votos a zero.

Acusados de supostamente terem fraudado documentos da Associação Beneficente dos Servidores Militares (ABSMSE), Edgard Menezes e Jorge Vieira enfrentaram por trinta dias o conselho disciplinar instaurado pelo comando da corporação. Durante esses trinta dias, vários militares foram ouvidos, entre eles os que acusavam e tambem a defesa. Jorge Vieira foi absolvido na semana passada, tambem por 3 votos a 0.

O conselho composto por três policiais militares, o tenente-coronel Luis Fernando Silveira Almeida; capitão Iran Oliveira Rocha e a capitã Claudice Menezes Silva, após minucioso estudo sobre o que foi levantado pelo conselho, foram unânimes em absolver Vieira.

O Conselho de Disciplina deverá agora enviar para o comandante geral da policia, coronel Aelson Rezendo a conclusão do relatório e ele poderá ou nao aceitar. Caso aceite, encerra-se o processo.

Fonte:  Faxaju (Munir Darrage)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CIOSP: RELATÓRIO MOSTRA QUE DEFICIÊNCIA DO IML ATRAPALHA PM.

E o blog conseguiu novamente uma cópia do relatório do CIOSP no último final de semana. Desta vez a forte e justa reclamação é com o IML por conta dos veículos quebrados diariamente. Ao relatar o homicídio no bairro Orlando Dantas o plantonista escreveu: Foi acionada a Criminalítica e o IML;5.2) O IML só tinha uma viatura de serviço para recolher os corpos, e queboru por volta das 14h00min, assim na ocorrência acima relatada o corpo da vítima foi transportado por uma funerária até àquele Instituto. A deficiência das viaturas do IML interfere diretamente no trabalho da PMSE, haja vista que a equipe Policial Militar alocada na ocorrência fica no local do crime até a remoção do corpo, quando deveria permanecer somente até a chegada da Criminalística ao local”.

Fonte: blog do jornalista Cláudio Nunes

NO MATO SEM CACHORRO.

É visível desinteresse da maioria dos auxiliares de Déda

É visível o desinteresse da maioria dos auxiliares do governador Marcelo Déda (PT) com a administração pública. Até parece que ao lado dele estão adversários, que torcem pelo quanto pior melhor. Senão como explicar que os três carros rebecões do IML quebraram de uma só vez, deixando cadáveres expostos nas ruas? E o que dizer da falta de combustíveis para abastecer a frota da Polícia? Mas não é só isso: a má gerência e falta de vontade contribuem para que a saúde pública permaneça na UTI, apesar dos elevados investimentos feitos no setor. Muitas escolas estão em petição de miséria, os servidores públicos são tratados a pão e água, e a Deso virou um saco de pancadas. Para agravar o quadro, a maioria da bancada situacionista na Assembléia silencia às criticas da oposição, enquanto os prefeitos não se cansam de reclamar da falta de atenção do governo que apóiam. Ou Déda abre o olho, ou os que o cercam – claro que há exceções – vão transformar sua administração num verdadeiro caos. E aí, adeus Senado!

Fonte: blog do jornalista Adiberto de Souza