quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DÉDA ADOTARÁ MEDIDAS PARA NÃO DEIXAR IMPUNE QUEM PÔS EM RISCO A POPULAÇÃO.

O governador Marcelo Déda (PT) declarou, na quarta-feira (25) que vai adotar as medidas que forem necessárias, para não deixar que passe impune a ação das associações militares que lideraram um movimento para que policiais militares e bombeiros, escalados para trabalhar no Pré-Caju, não comparecessem, pondo em risco a população que foi às ruas participar da prévia.

- Esse foi um movimento sem pauta. Não havia nada que levasse a essa ação das associações, disse o governador, acrescentando que quando vê algumas pessoas estimulando esse ato dos policiais fica indignado, porque se praticou “um atentado à sociedade”.

Para Marcelo Déda, protestar contra o Governo, pautar movimentos reivindicatórios em busca de benefícios salariais ou de condições de trabalho é entendimento e se abre o diálogo para isso, mas “tornar a população refém dos bandidos em um evento que reúne milhares de pessoas, é demais”.

Déda diz que a população foi ao Pré-Caju arriscando a vida, enquanto o patrimônio das pessoas ficou sem a devida segurança: “vamos analisar tudo, ter calma e tranqüilidade, mas agir com determinação”, disse.

Sucessão – Sobre o processo sucessório que se inicia para escolha do candidato do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura de Aracaju, Marcelo Déda disse que o “diálogo está aberto e acontece com tranqüilidade”.

Diz que um fato já foi definido para escolha do candidato: “não haverá prévia”. Para ele “isso reduz a carga de pressão”. O processo será por convocação de Encontro, em que cada um pode expor planos e projetos da candidatura e ser escolhido por delegados do partido.

Segundo Marcelo Déda, os três pré-candidatos do partido – deputado Rogério Carvalho, deputada Ana Lúcia e vice-prefeito Silvio Santos – estão mantendo suas posições: “se for assim, vou como filiado defender o nome que considero em melhor condição e explicar porque”. Déda, entretanto, acredita que o PT sairá unido e lembra que sempre houve consenso nos últimos dez anos sobre a disputa pela Prefeitura de Aracaju.

É natural – Marcelo Déda acha normal que outros partidos integrantes da aliança formada para dar apoio à sua candidatura em 2010, quando disputou a reeleição, apresentem pré-candidato à Prefeitura de Aracaju.

Ele acredita, entretanto, que isso vai se resolver: “quem inventou a política foi para resolver impasses. Política tem como principal elemento o diálogo e vamos encarar em paz qualquer quadro”, disse Déda.

O governador acredita na racionalidade de todos que estão envolvidos no processo de diálogo para escolha de candidatos à Prefeitura de Aracaju: “todos nós temos que analisar se o melhor caminho é lançar uma candidatura única”.

- Temos uma candidatura na oposição dura, disse Déda, lembrando que o ex-governador João Alves Filho (DEM), provável candidato a prefeito da Capital, é uma liderança forte e que se tem de respeitar a sua receptividade junto ao eleitorado: “não será fácil, tenho experiência desse enfrentamento”.

Em tom de conselho – ou advertência – o governador disse que não “se pode entrar ao mar pensando que vai encontrar uma sardinha e de repente aparece um tubarão”. Para ele, em casos como esses, o melhor caminho é o censo de sobrevivência”.

Estresse – Marcelo Déda lembra que perto do estresse que teve no Pré-Caju de 2010, “esse desafio não é nada”. Diz que há dois anos “tivemos uma formação de aliança mais complexa, mas o diálogo, mas conseguimos, através do diálogo, chegar a um entendimento que deu certo”.

Acha que não se pode confundir posição com imposição, porque “a imposição pode atrapalhar tudo”. Déda não está pessimista em relação ao palanque das eleições deste ano, mesmo sabendo que o jogo não será fácil.

Fonte: Faxaju (Munir Darrage)

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