quinta-feira, 16 de julho de 2026

GRUPO CRIMINOSO LAVAVA DINHEIRO COM BETS E INFLUENCIADORES NO ESPÍRITO SANTOS E MAIS 5 ESTADOS, INCLUSIVE EM SERGIPE, DIZ POLÍCIA FEDERAL; CERCA DE R$ 1 BILHÃO É BLOQUEADO.


Uma operação da Polícia Federal (PF) que tem como alvo um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro com jogos on-line irregulares cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária no Espírito Santo e em outros cinco estados na manhã desta quarta-feira (15).

A ação, que recebeu o nome de Operação Slots, investiga o uso de empresas de fachada, plataformas de apostas (bets) ilegais e o uso de influenciadores digitais para ocultar a origem ilícita de recursos provenientes do tráfico de drogas.

De acordo com a corporação, as investigações também apontaram um crescimento de patrimônio incompatível com a capacidade financeira dos investigados.

A 2ª Vara Criminal de Vitória também autorizou medidas cautelares de bloqueio e sequestro de bens e valores de até R$ 951.140.294, além do embargo de um imóvel e de veículos de luxo.

Veja onde são cumpridos os mandados:

* Espírito Santo

* São Paulo

* Rio de Janeiro

* Paraná

* Paraíba

* Sergipe

Como funcionava o esquema

A investigação identificou uma estrutura criminosa "voltada à exploração clandestina de plataformas de apostas on-line", informou a Polícia Federal. No esquema, influenciadores digitais eram usados para divulgar os sites irregulares e empresas intermediadoras de pagamento.

Ainda segundo a corporação, as plataformas divulgadas pelos influenciadores investigados não possuíam autorização para funcionamento no Brasil.

Para criar uma falsa aparência de regularidade aos consumidores, as empresas usavam de forma indevida selos e símbolos relacionados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) do Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), órgãos reguladores da atividade.

Com a operação desta quarta (15), os envolvidos também foram proibidos de divulgar as plataformas de apostas irregulares e as empresas investigadas tiveram suas atividades suspensas.

A operação ainda estava em andamento até a publicação da reportagem. A PF não divulgou se prisões foram efetivadas e nem os nomes dos envolvidos nos esquemas.

Fonte:  G1 ES ( Andressa Antunes)

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