As ordens judiciais são cumpridas nas sedes de organizações sociais e de empresas envolvidas, além de residências de investigados. Os alvos estão situados nos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco, em Sergipe; no Rio de Janeiro; em Barretos e Colina, no estado de São Paulo; em Fortaleza, Aquiraz e Eusébio, no Ceará; e em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada, na Paraíba.
A investigação apura irregularidades na contratação de duas organizações sociais para a gestão de unidades de saúde municipais. O período sob análise abrange a administração do hospital de campanha montado em 2020 durante a pandemia de Covid-19 e a operação de uma Unidade de Pronto Atendimento entre 2020 e 2026.
De acordo com o levantamento inicial, há indícios de superfaturamento e de subcontratação de serviços por meio de empresas ligadas aos gestores das próprias organizações sociais.
O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 15,6 milhões. A Justiça mandou bloquear e apreender bens e valores até esse montante.
O inquérito foi aberto após uma auditoria da Controladoria-Geral da União apontar suspeitas de superfaturamento e uso indevido de verbas. A operação ocorre de forma integrada entre a Polícia Federal, a CGU e o Ministério Público Federal.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O que diz a prefeitura
A Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro informou que o contrato para a gestão do hospital de campanha, montado em 2020, foi firmado durante a gestão passada. E que no mesmo período também foi firmado um contrato emergencial específico para a gestão da unidade de pronto atendimento do bairro jardim.
Além disso, a atual gestão não tinha conhecimento de eventuais irregularidades relacionadas aos contratos firmados anteriormente, cujos fatos são objeto de apuração pelos órgãos competentes.
A prefeitura disse também que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos e fornecer as informações necessárias para a investigação.
Fonte: Portal G1 SE

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