De acordo com a Polícia Civil, a equipe que fica no Huse foi acionada por profissionais de enfermagem da unidade de saúde, que identificaram uma situação suspeita durante o atendimento a uma paciente. A mulher apresentava lesões físicas e estava acompanhada pelo companheiro, que demonstrava comportamento excessivamente controlador, impedindo que ela se afastasse dele. Num momento oportuno, a vítima conseguiu sinalizar a uma das enfermeiras que havia sido agredida pelo homem.
Diante da denúncia, os policiais realizaram a abordagem do suspeito, que se mostrou alterado e resistiu a permitir que a mulher prestasse esclarecimentos de forma reservada.
Durante a condução das partes à delegacia, a vítima relatou que foi agredida no dia 11 de janeiro e mantida em cárcere privado na residência do suspeito desde então. Ela afirmou ainda que só conseguiu sair do local no dia anterior, após convencê-lo a levá-la até a unidade de saúde. A mulher apresentava lesões visíveis compatíveis com as agressões relatadas.
Mesmo com os policiais dentro da unidade de saúde, o suspeito voltou a ameaçá-la, repetindo intimidações que já havia feito anteriormente, afirmando que, caso ela denunciasse o ocorrido, alguém poderia morrer. Em uma das ameaças, ele teria dito: “Se eu for preso, vou fazer o pior”.
Diante dos fatos, a prisão em flagrante foi ratificada pela autoridade policial, e foi lavrado o auto de prisão contra o suspeito, que permanece à disposição da Justiça. A vítima recebeu atendimento médico e foi encaminhada para os procedimentos de proteção previstos em lei.
Fonte: SSP/SE

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